
Banco do Brasil lança campanha do Plano Safra 2026/27 e reforça parceria com quem faz o agro acontecer
julho 13, 2026
Com previsão de alta na faixa dos 2,2% em relação ao ciclo passado, produção esperada é de 360,1 milhões de toneladas.
A produção brasileira de grãos deve atingir o volume histórico de 360,1 milhões de toneladas na safra 2025/26, conforme dados divulgados ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmado, o resultado representa uma alta de 2,2% sobre o ciclo anterior – o que equivale a 7,8 milhões de toneladas adicionais no mercado. O avanço é sustentado pela expansão da área de cultivo do País, projetada em 83,5 milhões de hectares. A produtividade média deve ficar estável em 4.311 quilos por hectare. A soja consolidou-se como o grande motor do desempenho nacional com o encerramento dos trabalhos de campo. Estimulado pelo uso de tecnologia de ponta e tempo favorável na maioria das regiões produtoras, o grão registrou uma colheita histórica de 180,6 milhões de toneladas, crescimento de 5,3% comparado ao período anterior. O resultado contrasta com o desempenho do arroz, que tamCOM PREVISÃO DE ALTA NA FAIXA DOS 2,2% EM RELAÇÃO AO CICLO PASSADO, PRODUÇÃO ESPERADA É DE 360,1 MILHÕES DE TONELADAS AGRONEGÓCIO Safra nacional de grãos deve bater recorde bém teve os trabalhos concluídos, mas amargou retração de 13,1% no volume devido à redução de área de plantio, somando 11,1 milhões de toneladas. No caso do milho, a estimativa total para as três safras da ponta para 141,7 milhões de toneladas, um incremento modesto de 0,4%. Embora estados do Centro-Oeste como Mato Grosso tenham registrado clima altamente favorável, lavouras de segunda safra em Goiás, Minas Gerais e Piauí sofreram sob o impacto de períodos de veranico entre abril e maio. O abastecimento do cereal no mercado interno, porém, está assegurado, A previsão é de que os estoques de passagem encerrem em cerca de 14,5 milhões de toneladas no início de 2027. O 10º Levantamento de Safra da Conab revelou ainda estabilidade no abastecimento doméstico de feijão, cuja produção total está estimada em 3 milhões de toneladas. Já o algodão projeta colher 4,06 milhões de toneladas de pluma. Graças ao avanço de 2,8% na produtividade média, o setor conseguiu compensar uma retração de 3,2% na área cultivada neste ciclo. Desse modo, liberou excedentes para que as exportações brasileiras da fibra alcancem até 3,38 milhões de toneladas.
Região Sul tem novos valores de garantia
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou no Diário Oficial da União a Portaria 934, que define as tabelas de preços mínimos para as safras de verão e regionais de 2026/27 e 2027. O instrumento serve de pilar para as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), executadas pela Conab. Os novos valores estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) servem de referência para apoio e proteção financeira dos produtores em momentos de forte oscilação de mercado. Para os produtores gaúchos e do restante do Sul, a medida assegura preços de referência para culturas tradicionais como feijão (cores e preto), arroz longo fino em casca, milho, soja, sorgo e leite. Os custos locais de produção e o comportamento das praças nacional e internacional pesaram na definição técnica dos valores estabelecidos. As novas cotações mínimas de garantia terão vigência até junho de 2028, conforme as especificidades e os períodos de colheita de cada variedade. A garantia chega em momento importante para a tomada de decisão no campo sulista, especialmente diante das projeções para o trigo. Principal aposta entre as culturas de inverno no Sul, o cereal está na fase final de plantio, mas a Conab estima uma retração severa de 23,5% na produção brasileira, que deve somar apenas 6 milhões de toneladas. O recuo é justificado pela redução das áreas de plantio no campo e pela expectativa de produtividades médias menores para a cultura neste ciclo.
O QUE É A PGPM?
A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é uma ferramenta do governo federal para diminuir as oscilações de preços no mercado agrícola. Quando a cotação de um produto cai abaixo do valor mínimo estipulado na portaria, o governo federal intervém oferecendo mecanismos para que o agricultor possa estocar ou vender sua produção sem prejuízos graves.




