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agosto 19, 2026Tema estará entre os destaques da Agross do Brasil na 49ª Expointer
A possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño nos próximos meses deve aumentar a atenção dos produtores rurais para o manejo do solo. Entre os efeitos associados ao excesso de umidade estão maior risco de erosão, escoamento superficial da água e dificuldades no desenvolvimento das lavouras, fatores que tornam a preparação da propriedade ainda mais importante antes do início de um novo ciclo produtivo.
A partir dessa discussão, a Agross do Brasil, fabricante de implementos agrícolas sediada no município de Quinze de Novembro (RS), levará à 49ª Expointer 2026, em Esteio, a mensagem de que uma propriedade produtiva começa pelo solo. O diretor da empresa, Silmo Lourenço de Ávila, destaca que preparar o solo significa criar condições para que água, raízes e nutrientes possam ser melhor aproveitados pelas culturas.
Orientações da Embrapa para a próxima safra reforçam práticas como plantio em nível, terraceamento e uso de plantas de cobertura para aumentar a infiltração de água e diminuir as perdas provocadas pelo escoamento superficial. O cuidado ganha relevância especialmente no Rio Grande do Sul, onde volumes elevados de chuva podem potencializar problemas em áreas com solos compactados.
“Às vezes olhamos para a produtividade pensando apenas na máquina, na semente ou no fertilizante, mas tudo começa embaixo dos nossos pés. Um solo bem manejado consegue aproveitar melhor a água e permite que as raízes se desenvolvam em profundidade. É a base para todo o restante da produção”, afirma o diretor da Agross.
Compactação pode limitar infiltração
A compactação é um dos fatores que interferem nesse processo. Quando há uma camada compactada, diminui o espaço disponível para a circulação da água e do ar e aumenta a resistência encontrada pelas raízes. Em períodos de grande volume de chuva, a menor capacidade de infiltração também pode favorecer o acúmulo e o escoamento superficial da água.
Por isso, Silmo defende que o produtor conheça as condições da própria área antes de definir qualquer intervenção. “Não existe uma receita igual para todas as propriedades. Primeiro precisamos entender o solo, identificar onde está o problema e, a partir disso, definir o manejo adequado. A tecnologia precisa entrar para resolver uma necessidade real”, observa.
A preocupação vale tanto para a produção de grãos quanto para a pecuária. Pastagens e culturas destinadas à alimentação animal também dependem de um solo capaz de favorecer o desenvolvimento das plantas. Por isso, a estratégia da Agross para a Expointer será mostrar a propriedade como um sistema integrado, no qual a produtividade começa na qualidade do solo e se reflete posteriormente na lavoura, na produção de leite e na pecuária de corte.
Tecnologias desenvolvidas a partir do campo
Entre os destaques que serão apresentados pela empresa na Expointer estão o Vollverini, equipamento reconhecido pelo sistema de descompactação giratória; o Vollverini Brabuss, que une descompactação e distribuição de calcário; o Vollverini Nitruss, desenvolvido para integrar descompactação e aplicação de fertilizantes; além da linha de pecuária, com os misturadores Turbomix e Bestmix, voltados à qualidade da mistura e melhor aproveitamento da dieta animal.
Os equipamentos seguem uma estratégia adotada pela fabricante gaúcha de desenvolver soluções a partir de problemas identificados diretamente nas propriedades. Técnicos e profissionais da empresa mantêm contato permanente com produtores para observar dificuldades de manejo e buscar alternativas que possam aumentar a eficiência das operações.




