Setor de aves se defende da investigação de dumping

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apresentará nesta quarta-feira, dia 7, a defesa do setor exportador de carne de frango do Brasil frente à investigação sobre a suposta prática de dumping movida pelo Governo Chinês, em audiência no Ministério do Comércio chinês, em Pequim (China).

A argumentação brasileira foi preparada pelos escritórios MPA Trade Law (Brasil) e Hylands Law Firm (China), e contou com subsídios de todas as empresas exportadoras brasileiras acionadas. Além da ABPA, empresas do setor e importadores chineses participarão da audiência.

A investigação foi iniciada em agosto de 2017, e partiu de uma acusação apresentada por produtores de aves chineses.  O processo incluiu, inclusive, empresas que não exportam para a China. A ABPA defende que não há danos ou nexo causal entre as exportações brasileiras e qualquer eventual situação mercadológica local.

Seguimos rigidamente os regulamentos da Organização Mundial do Comércio.  Não praticamos dumping.  Respeitamos os produtores locais, ao mesmo tempo em que buscamos contribuir com a segurança alimentar chinesa.  É uma parceria sólida que retomamos a partir de 2009 e que faremos todos os esforços para preservar”, informa Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.

Em 2017, a China importou cerca de 9,2% do total de carne de frango embarcadas pelo Brasil, e em torno de 7,1% das exportações de carne suína.   O país asiático foi destino de 391 mil toneladas de aves e de 48,9 mil toneladas de carne suína que, juntas, geraram US$ 861 milhões em divisas para a balança comercial brasileira.

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